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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

TOP PLUS SIZE ENTRA NA BRIGA CONTRA PATRULHA DO "THIGH GAP" NA INTERNET


A modelo australiana Robyn Lawley tem perfil e agenda de top: altíssima, loira dos cabelos longos, rosto de boneca, capas, ensaios e desfiles pelo mundo inteiro. Ainda assim, aos 24 anos, Robyn já foi vítima da 'patrulha da magreza' nas redes sociais. Hoje, um anos após ter sido chamada de 'redonda' e 'porca' por usuários de um perfil no Facebook, a modelo resolveu reagir contra uma tendência de beleza que ela chama de 'perigosa': o espaço entre as coxas - ou'thigh gap', como o termo aparece em inglês nos perfis de dieta e fitness pelas redes sociais.


Há um ano, Robyn teve uma foto sua de lingerie e sem retoques publicada em um perfil a favor do 'thigh gap', uma modinha de beleza que diz que a mulher só é magra o suficiente quanto tem um profundo espaço entre as coxas. Considerada plus size pelo mercado da moda - mas não por si mesma, pois contesta os rótulos - Robyn Lawley foi colocada como um exemplo a não ser seguido. A postagem acabou rendendo a ela xingamentos de 'feia' e 'gorda' deixados pelos usuários da página. 'Vocês ficam sentados na frente do computador, transformando meu corpo em um objeto, insultando-o e julgando-o, sem mesmo o conhecerem', disse ela na ocasião.

Em recente artigo publicado pelo jornal 'Daily Beast' - 'Por que a perigosa tendência do 'thigh gap' me deixa furiosa' - a modelo foi além e desabafou: 'Tenho tentado justamente fazer o oposto. Quero que minhas coxas sejam maiores e mais fortes. Quero correr mais e nadar mais longe. Imagino que queremos coisas diferentes, mas as mulheres já vivem com muita pressão, além do fardo de terem que atingir o'thigh gap'. A última coisa que quero para minha futura filha é que ela passe fome por pensar que isso é necessário para ser atraente, escreveu ela.


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ELA OU ELE? SEM TRABALHO, TOP SE REINVENTA COMO MODELO MASCULINO NOS EUA

Elliott Sailors, uma modelo americana de 31 anos, precisou se reinventar depois de não encontrar mais trabalho. Tudo porque, diz a lenda urbana, o mundo da moda é perverso com as mulheres que passam dos 25 anos. A maneira ela que encontrou para driblar a concorrência? Fazer campanhas masculinas. Para isso, Elliott tem de esconder os seios e fazer pose de homem.

“Estou começando de novo a ter uma longa carreira como modelo. Como os homens não precisam parecer sempre jovens, ainda tenho tempo”, disse ela ao jornal “New York Post”. “No início da minha carreira, me frustava sempre porque eu achava que parecia muito masculina”, continua ela, que diz ter uma mandíbula forte, testa larga e sobrancelhas grandes. “Parecia um homem usando maquiagem”.

Elliott é casada e revela ainda que todos acham que ela e o marido são um casal gay. Como no dia a dia prefere usar roupas mais casuais e nada de salto alto e make-up, se diverte quando lembra de situações como entrar em um elevador. “Os homens deixam todas as meninas entrarem primeiro”. Quer ver fotos de Elliott? Confira na galeria.











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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

LUZ ÀS POLÊMICAS DA PASSARELA...

Estilista Alexandre Herchcovitch (foto da coleção verão 2014) foi um dos beneficiados pela Lei Rouanet. Foto: Yasuyoshi CHIBA / AFP

Com a recente aprovação pelo MinC de projetos na área de moda, através da Lei Rouanet, envolvendo nomes de estilistas como Alexandre Herchcovitch (foto da coleção verão 2014), Pedro Lourenço e Ronaldo Fraga, além de cifras que chegam a quase R$ 3 milhões, criou-se uma polêmica interessante, embora às vezes previsível, entre vários setores da inteligência brasileira, e nem poderia ser diferente, afinal se trata de dinheiro. De resto, polêmica quase sempre é bom. Vamos por partes.

De um lado, tanto os representantes do MinC quanto os profissionais da moda argumentam que "moda é cultura", no que estão certos, e defendem a inclusão da moda na Lei Rouanet como "quebra de paradigma". Por outro lado, alguns argumentos de Marta Suplicy, a ministra, me parecem especialmente problemáticos, principalmente a afirmação de que a moda "tem um papel estratégico na internacionalização da cultura brasileira".

Eu não chegaria ao ponto de comparar tal afirmação com a estratégia das ditaduras militares, como faz Maria Rita Kehl em sua carta à ministra, mas é no mínimo um tratamento da cultura (e da própria moda, portanto) como ornamento, perfume, além de provincianismo. O argumento depõe contra a moda, fortalecendo as críticas mais óbvias que se fazem a seu respeito. Que o desfile de Pedro Lourenço tematize o universo de Carmen Miranda, a artista responsável por reafirmar os estereótipos nacionais em Hollywood durante o Estado Novo, é só o sintoma oportunista disso.

De outro, um intelectual como Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP e colunista da Folha de São Paulo, talvez o principal crítico da "quebra de paradigma" proposta pelo MinC, fundamenta seus dois textos sobre o assunto a partir de duas definições, ambas limitadas: 1) "moda é desenhar vestidos", citação de uma ironia do estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, e 2) "um quadro não é uma mercadoria", concepção fundada em sua orientação adorniana.

Ora, se estilistas fossem apenas, como quer Safatle, "comerciantes que organizam sua produção a partir das demandas de mercado", então Hussein Chalayan não teria enterrado um vestido antes do desfile e muito menos Jum Nakao teria feito roupas de papel, sob pena de se desfazerem enquanto seus clientes esperam abrir a sinaleira. Quanto a um "quadro não ser mercadoria", bom, só se for na galeria da USP.

Além de uma concepção de moda mesquinha em oposição a uma idealização insustentável da arte, seus textos ainda possuem certas pérolas que não são dignas de alguém tão inteligente e bem formado, como: "há de chamar de 'gato' um gato" e a reveladora "um quadro não é uma mercadoria, mesmo que tenha um preço".

Maria Rita Kehl, por seu lado, depois de reclamar que os "Pontos de Cultura criados na gestão Gilberto Gil estão abandonados em muitas regiões do país", o que sem dúvida é lamentável, argumenta que "fundos públicos só deveriam ser utilizados para possibilitar o crescimento de quem não tem acesso ao dinheiro privado". Sem entrar no mérito, basta dizer que ele nos leva à conclusão de que o MinC deve fechar urgentemente suas portas.

De qualquer maneira, não deixa de ser curioso que tal argumento não tenha vindo à luz quando, por exemplo, uma série de filmes com viabilidade comercial e mesmo artistas que vendem muito bem em galerias também aprovaram seus projetos através da Lei Rouanet. Como se pode notar, o debate já não tem nada a ver com moda, e sim com gestão de editais.

Enfim, é bastante provável que a iniciativa do MinC de incluir a moda na Lei Rouanet não tenha começado muito bem, ainda mais com a ministra ignorando as decisões de uma comissão e intervindo pessoalmente para que o projeto de Lourenço fosse aprovado. As cifras e a ideia de "um desfile em Paris" também assustam. No entanto, o debate exige mais do que conceitos fáceis e conclusões apressadas.





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quinta-feira, 21 de março de 2013

CABELO COM PALHA DE AÇO EM DESFILE DO SPFW LEVANTA ACUSAÇÕES DE RACISMO

Marcos Costa, responsável pela beleza do desfile, publicou nota pedindo desculpa nesta quarta-feira (20)

Ronaldo Fraga transformou a passarela do SPFW Verão 2014 em um campo de futebol de várzea na terça feira (19). Com a coleção inspirada na história do esporte, o estilista pretendia fazer uma homenagem aos negros e, para isso, o maquiador Marcos Costa, responsável pela beleza do desfile, colocou apliques de palha de aço cobrindo o cabelo de modelos brancas.

Cabelo com palha de aço no desfile de Ronaldo Fraga. Foto: André Bittencourt

Apesar de a intenção ser das melhores, a ideia causou polêmica nas redes sociais e foi acusada de racismo. Nesta quarta-feira (20), Marcos publicou uma nota oficial em sua página do Facebook se desculpando pelo mal-entendido. “Nunca foi minha intenção ou de Ronaldo Fraga ofender ou discriminar quem quer que seja. A ideia para o look do desfile era ressaltar a beleza de cabelos que podem ser moldados como esculturas, não importando o fato de serem crespos”, disse no texto.

Leia a nota de Marcos Costa na íntegra:


"Nunca foi minha intenção ou de Ronaldo Fraga ofender ou discriminar quem quer que seja. A ideia para o look do desfile era ressaltar a beleza de cabelos que podem ser moldados como esculturas, não importando o fato de serem crespos. Depois de testarmos alguns materiais, o Ronaldo Fraga sugeriu a palha de aço. Foi também uma forma de subverter um preconceito enraizado na cultura brasileira. Por que o negro tem de alisar seus fios? Eles são lindos!

Quem acompanha minha carreira, mesmo que seja apenas aqui pelo blog, pode se lembrar de vários ensaios com belíssimas mulheres negras – sejam modelos, famosas ou anônimas. Inclusive no meu livro "Eu Amo Maquiagem" (2006), são modelos negras que abrem e fecham a publicação, ocupando lugar de destaque que acredito ser coerente com a incrível miscigenação racial que há no nosso país.

No meu blog é possível ver algumas imagens, como a abaixo, que inspiraram o look. Sentimos muito que nossa intenção tenha sido interpretada de outra forma."

A palha de aço no backstage. Foto: André Bittencourt



Veja abaixo alguns tweets que movimentaram a polêmica nas redes sociais:

@MaickLove1 @alesie como NEGRO me senti ofendido. Meu cabelo e os dos meus familiares não são daquele jeito. Honestamente, ninguém tem cabelo bombril.

@alesie minha opinião é igual à da @cassia_FAndrade. botasse 30 modelos negras pra desfilar em vez de modelos brancas com cabelo de bombril.

@talitasales Fica a dica Ronaldo Fraga: Use modelos negras para "homenagear" os negros no Brasil e não cabelos com palha de aço. Homenagem é outra coisa!

@PetiteLuana Ronaldo Fraga, homenagem é outra coisa, tipo se você tivesse dado oportunidade de emprego e contratado apenas modelos negras para o desfile.

@diogoalcan GENTE, E ESSE CABELO QUE O RONALDO FRAGA CRIOU? EXTREMO MAU GOSTO USAR BOMBRIL PRA CARACTERIZAR OS NEGROS.PÉSSIMO!

@Umamutante Obrigada a Ronaldo Fraga por reforçar mais um esteriótipo de pura ignorância.


Do site do GNT

{Nota da Mantô: Sabem o que pensamos sobre isso? As pessoas estão cada vez procurando mais motivos para se sentirem ofendidas e discriminadas. O cabelo de bombril ficou muito bonito, com um penteado de muito bom gosto. Se tivessem usado papel celofane amarelo ou palha para homenagear as loiras, será que as mesmas iriam se sentir ofendidas?}