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terça-feira, 19 de novembro de 2013

4 PERGUNTAS ESSENCIAIS PARA SE FAZER NO FINAL DA SUA ENTREVISTA DE EMPREGO

"Eu sempre fico surpreso como alguns entrevistados tendem a fugir no final de uma entrevista, ao invés de terminar bem e deixar uma impressão duradoura", diz Zachary Rose, CEO e fundador da Green Education Services,  uma empresa de treinamento de empregos "verdes" em Nova York.
Quando se é um especilista preparando para recrutamento ou mesmo um recém-formado ainda à procura de um emprego, aqui estão as perguntas que os especialistas recomendam fazer no fim de uma entrevista de emprego para deixar uma ótima impressão final sobre a contratação.



"Há alguma razão para você não me contratar?"

Kelsey Meyer, vice -presidente sênior de agentes de talentos digitais em Columbia, no Missouri, diz: " Um candidato me perguntou recente, 'Se fosse para você não me oferecer o trabalho, qual seria o motivo?' Isso foi extremamente simples, mas permitiu-me comunicar qualquer hesitação que eu tinha sobre o candidato antes de deixar a entrevista, e ele podia enfrentar seus medos ali mesmo."
"Esta questão é algo que eu gostaria de sugerir para todo candidato perguntar", acrescenta. Ele permite que você saiba aonde você está no ranking e ainda se você precisa esclarecer alguma coisa para o entrevistador . "Se você tem a coragem de perguntar isso, eu acho que você não vai se arrepender ", diz ele.
Rachel Dotson, gerente de conteúdo da ZipRecruiter.com, diz: "O entrevistador faz com que o candidato sempre saia da entrevista pensando que se deu muito bem, mas ele vai receber apenas (e no máximo) um e-mail de rejeição logo depois. Aproveite o tempo enquanto você está cara-a -cara com ele para perguntar sobre a vaga e dissipar quaisquer dúvidas que o gerente de contratação tenha." Certifique-se de que seus pontos fundamentais não tenham sido esquecidos.

"Como funcionário, como eu poderia superar as suas expectativas?"

Michael B. Junge, líder do setor de recrutamento da Irvine Technology Corp. em Santa Ana, Califórnia, e autor de dois livros da área, diz que uma de suas partes favoritas é quando um candidato assume a liderança e pergunta: "Se eu conseguisse a vaga, como você vai medir meu sucesso e o que eu poderia fazer para superar as suas expectativas?"
A questão mostra confiança sem ser excessivamente impetuoso, e ao mesmo tempo demonstra que você tem um interesse na obtenção de resultados positivos. Além do mais, a resposta que você receber, pode revelar o que o entrevistador espera conseguir fazendo uma nova contratação, e essa informação pode ajudar a determinar se você aceita ou não o cargo, caso você receba a oferta.

"Como eu poderia ajudar sua empresa a cumprir suas metas ?"

Rachel Dotson também sugere aos candidatos perguntarem: "Como é que este cargo se encaixa com as metas de curto e longo prazo da empresa?" A resposta com relação ao curto prazo pode lhe dar uma visão mais aprofundada do seu papel potencial e ajuda a adaptar o restante da discussão na sua entrevista. Em segundo lugar, levando-se em conta as metas de longo prazo, você está dizendo ao gerente de RH que você está lá para o longo prazo, e não é apenas mais uma graduada nova que vai seguir ficar pulando de emprego a cada seis meses.
Também é recomendado que os entrevistados perguntem: "O que eu poderia fazer para me colocar em uma posição melhor, para ter sucesso na empresa?" Para um gerente de RH, esta questão demonstra maturidade e consciência, e se você for contratada, as respostas podem ajudá-la a evitar as armadilhas de ser "a novata".

"O que mais te entusiasma ao vir para o trabalho?"

Murshed Chowdhury, CEO de Infusive Solutions, uma empresa especializada em recursos humanos em Nova York, sugere que os candidatos perguntem ao entrevistador: "O que mais te entusiasma ao vir para o trabalho todos os dias?"
Esta é uma pergunta que faz uma inversão de papéis, onde já que as pessoas adoram a oportunidade de falar de si, esta pergunta fornece uma excelente oportunidade para aprender sobre o gerente de RH e encontrar maneiras de estabelecer um terreno comum.
Esta é também uma grande oportunidade para o candidato determinar se ele está animado com as mesmas coisas que excitam o gerente de RH, para ver se a cultura da empresa é uma boa opção para o candidato.

E por fim...

Embora seja importante proporcionar uma primeira impressão para um potencial empregador, o bom desfecho de uma entrevista é muito importante.
Prove para seu entrevistador que você quer esta posição e você está ali pelas razões certas, não apenas para preencher o seu dia com alguma coisa para fazer. Faça estas perguntas antes de sair, e deixe o seu potencial empregador com uma ótima impressão.



Mantô
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

MERCADO E CIA: SUPERANDO AS DIFICULDADES DE FORMA PROFISSIONAL

Problema todo mundo tem! Se destaca no mercado quem busca soluções para estes problemas, e não para quem vive se lamentando a respeito deles.
As pessoas ultimamente perdem muito tempo arranjando desculpas para as suas faltas e seus erros ao invés de buscar soluções rápidas. Um exemplo? Você chega atrasada numa entrevista de emprego por causa do trânsito. De quem é a culpa? Normalmente as pessoas se justificam falando que o trânsito está horrível e foi por isso que se atrasaram. ERRADO! O trânsito existe e está presente em nosso dia a dia; se você ainda usa esta desculpa é porque você não está se organizando o suficiente. Para qualquer compromisso, você deve se planejar para chegar 15 minutos antes. Se for entrevista de emprego então, pelo menos uma meia hora. Ou você acha que o entrevistador vai ficar com pena de você por causa do trânsito? NÃO, ele não vai, pois não é problema dele, muito menos culpa, afinal, ele já estava lá te esperando para a entrevista - a tempo.


Por falar em tempo, a falta dele é uma das principais desculpas das pessoas. "Ah, não deu tempo de terminar o relatório", "Eu tinha pouco tempo para terminar a tarefa" e assim por diante. Se você não se programa, que o fará por você? 
Lembre-se que no mercado, uma pessoa depende da outra. Se você chegou atrasada na reunião por causa do trânsito, as outras pessoas que chegaram no horário estão em vantagem com relação à você. Elas deixaram de fazer outras coisas importantes (ou nem tanto) para estarem lá com você e você atrasou a reunião e consequentemente os compromissos após a reunião estarão em atraso também, tanto seus quanto de seus colegas; transformando isso numa bola de neve. 
No mês de abril eu havia solicitado um orçamento de um espelho para o meu lavabo. Um espelho com uma moldura bem bonita e que não iria sair muito barato. A moça (muito mal humorada) que me atendeu me disse que a pessoa responsável por medir meu lavabo estava fora, mas que no outro dia, pela manhã, ela iria me ligar para marcar um horário para o rapaz tirar as medidas. Um dia, dois, dias... Uma semana...Duas semanas e nada! Liguei na loja e comentei com a senhora que atendeu ao telefone a situação e ela me disse que quem me atendeu era a sua filha (empresa pequena familiar às vezes dá medo no cliente), mas que o seu marido era o responsável por medir os locais nas casas dos clientes estava com um problema sério, que a mãe dele, de 90 e poucos anos estava doente e ele teve que ir viajar...blá, blá, blá...

Primeiro, então por que alguém não me ligou para avisar qualquer coisa?
Segundo, não faz a menor diferença pro cliente "qual" problema aconteceu na vida pessoal da loja. O cliente quer uma satisfação e uma solução por conseguinte. A desculpa é o que menos importa, ele quer seu problema resolvido. Não é verdade?
A conclusão é que a tal "senhora" ficou de me passar uma posição no outro dia e sequer pegou meu telefone para retornar. Perdeu uma venda e provavelmente alguns clientes, pois falei mal da loja para muitas pessoas.

Solução de problemas e tomada rápida de decisão é o que vai fazer você se destacar ou afundar sua carreira, pense nisso!
Depois não reclame de falta de oportunidade: ela existe, as pessoas é que acabam desperdiçando-as! 
lidar com as dificuldades deste ou de qualquer outro mercado de trabalho.




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segunda-feira, 24 de junho de 2013

MERCADO E CIA: O PODER DE COMPRA DA MULHER

Infográfico bem interessante sobre o quanto e como gastamos nosso dinheiro. Dá pra notar que somos muito cautelosas ao gastar nosso "tutu". 
E você? Faz controle dos gastos ou vai só gastando a medida que as contas vão surgindo? Sabia que uma simples planilha de Excel pode salvar seu orçamento familiar? Planejamento é a chave do negócio e se você conseguir poupar um pouquinho por mês, a melhor saída é investir esse dinheiro para poder usufruir ele depois. Já pensou viajar pra Polinésia Francesa? Delícia, né? Mas esse sonho pode estar mais perto do que você imagina. Ao final do inforgráfico tem um exemplo de planilha de gastos e entradas de uma empresa fictícia de roupas (que é do que entendemos). Dê uma olhada e monte a sua...


Aqui está a planilha que falei antes. Na coluna da esquerda temos alguns tipos de despesas. Na primeira linha, no item "banco" você pode colocar o dinheiro que está disponível no banco para você ter um controle melhor. Nas demais, você troca por algo como: "alimentação", "escola", "supérfluos", "roupas", "combustível", "diarista", "manutenções", "água", "luz", "telefone", "aluguel/condomínio", etc. Desta forma, você pode ter uma boa visualização das suas despesas.
O que está em preto são os dias do mês. Você relaciona a despesa específica e coloca no dia certo, assim você pode programar e planejar seus gastos conforme vai entrando dinheiro pra você.


Na linha "saídas" coloca-se um somatório diário de saídas. Não é tão necessária no caso de uma planilha de orçamento familiar, você pode substituir isso colocando o somatório no final da linha, e não da coluna. Assim você terá uma visão excelente de quais gastos pesam mais no seu orçamento.
No começo é difícil manter a planilha atualizada por pura falta de hábito. Mas quando você perceber o quanto ela pode te ajudar nos gastos e controle do seu dinheiro, daí você vai ficar viciada nela, rsrsrs.



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sexta-feira, 24 de maio de 2013

MERCADO E CIA: PESQUISA REVELA O PERFIL DAS EXECUTIVAS BRASILEIRAS

Não é o dia internacional da mulher nem nada disso. Mas se tem um coisa que me deixa possessa é fazer o dia da mulher, o dia do negro, o dia do orgulho gay... Pra mim isso soa como um tipo de discriminação disfarçada em forma de "parabéns" ou "pega um presentinho aqui que eu comprei pra você se sentir menos inferior...". Também não sou feminista radical. Enfim, resolvi fazer um especial sobre nós mulheres, com alguns posts ao longo do dia de hoje. Espero que gostem e comentem {senão vou achar que estou falando sozinha...rsrsrs}

A pesquisa Perfil da Executiva Brasileira, realizada pela Caliper, consultoria em gestão estratégica de talentos, entrevistou 66 mulheres que ocupam cargos de presidência, vice-presidência e diretoria em organizações de diversos setores e estados do Brasil. Abaixo, confira algumas das conclusões a que o estudo chegou.


— Em geral, as mulheres que assumem posições de comando o fazem ainda bastante jovens. Não são raros os casos de executivas com carreiras-relâmpago, que passaram poucos anos em cargos intermediários antes de chegar ao poder.

— As mulheres investem fortemente em sua formação, como forma de se preparar para o mundo extremamente competitivo e talvez como reflexo da necessidade de ter de provar maior competência do que os homens.

— 65% das executivas pesquisadas estavam casadas e apenas 28% moravam sozinhas ou com os pais.

— A ocupação de espaço no mundo dos negócios por parte das mulheres vem sendo acompanhada de uma mudança no perfil dos maridos/pais, que apoiam e dão a retaguarda necessária quando surgem reuniões e viagens de trabalho, por exemplo.

— As líderes femininas são mais persuasivas, assertivas e dispostas a se expor a riscos do que os líderes masculinos. Elas também demonstram ter mais empatia, flexibilidade e habilidades de relacionamento mais fortes. A combinação dessas qualidades acaba criando um estilo de liderança que é inclusivo, aberto, participativo, colaborativo e educativo.

— No comando de empresas, a mulher lida melhor com multitarefas e costuma buscar o bem-estar das pessoas e, por usar mais a intuição, acaba sendo mais criativa e levando em conta outras opiniões, dando ao processo de resolução de problemas e de tomada de decisão uma melhor qualidade.

— Atualmente, um grande número de mulheres vem ocupando cargos de gestão de primeiro nível, como supervisão, por exemplo. Diante disso, a probabilidade é de que, no futuro, elas avancem e ocupem cargos de maior importância, reduzindo a diferença entre homens e mulheres em postos de alto escalão.

— Em geral, as mulheres que crescem em suas profissões estão ligadas a empresas mais sensíveis à sua condição e que oferecem igualdade de oportunidades e possibilidade de uma jornada flexível, o que permite que conciliem, de forma mais harmônica, vida profissional e pessoal.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

MERCADO E CIA: ELABORANDO UM (BOM) CURRÍCULO

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Sempre recebemos currículos de candidatos de diversas áreas. O que me impressiona é a qualidade dos currículos. Com especialistas ensinando a elaborar um currículo até no programa do Fantástico, tendo o Google pra pesquisar sobre como elaborar um currículo e vários outros meios, recebemos currículos que dá vontade de chorar {desculpem a sinceridade}.



Alguns exemplos?

- Os objetivos e descrições da pessoa parecem ter origem em um único lugar: "Meu objetivo é trabalhar nessa conceituada empresa e contribuir com meus conhecimentos para..." ou "sou uma pessoa que não tem medo de desafios, pro-ativa, aprendo rápido, sou perfeccionista e...bla bla bla" {odeio gente perfeccionista}. Parece que tem execesso de gente perfeita no mercado, não?

- A Mantô fica em Curitiba, mas recebemos currículos do Brasil todo, para diversos cargos. Mas a questão é: por que contrataríamos uma secretária do Norte do País? Claro, estou exagerando uma situação, não recebemos nenhum currículo para o cargo de secretária vindo do Norte mas recebemos muitos em que a pessoa (normalmente desatenta) não é capaz de pesquisar de onde é a empresa, ou o que a gente faz. Recebemos currículos para vagas que não fazem parte da atividade da empresa - e não são um ou dois, são muitos! Exemplo? Especialistas em informática querendo trabalhar com... moda?

- O endereço de e-mail do candidato dá vergonha de ler: "Tati Bunitinha", "Gabiziuda", "fulana_a_gostosa@hotmail.com". Gente! Endereço de e-mail decente não é difícil de se fazer. Faça um exclusivo só para suas atividades profissionais. Prefira usar sobrenome, numeros ou cidade ao invés de apelidos vulgares. Intimidade no trabalho não dá certo, ainda mais quando você é ainda candidato.

- Na apresentação da pessoa (dados pessoais) não tem idade ou data de nascimento, cidade, endereço, telefone de contato, e-mail, etc. Geralmente vem faltando alguma coisa importante. 

- Foto? Não use foto fazendo biquinho, tipo do Orkut (sim, recebemos muitas delas), ou mostrando seu corpo com roupa justinha (o mercado não contrata piriguetes, a não ser que seja pra essa função mesmo). Prefira uma foto estilo "identidade", bem simples. Você não tem uma boa foto e não tem como tirar uma? Então não coloque nada.

- Escolaridade: Coloque datas (ano de início e conclusão) pelo menos da última coisa que você fez. Exemplo: Curso de Administração de Empresas, pela Universidade Patati Patatá (1998 - 2002) em Curitiba/PR.

- Experiência profissional: essa é outra parte que dói de ler, mas pra quem está avaliando um currículo, é uma das partes mais importantes; tome muito cuidado nessa hora. 90% dos currículos que recebemos não têm informações que nos sirvam - como empresa - para avaliar o candidato. Geralmente vem nesse formato:

Experiência Profissional:

  • Caixa no supermercado Bom Jesus
  • Auxiliar de escritório
  • Secretária em consultório odontológico.

Como fazer então? 
  • Coloque em ordem cronológica, começando pelo mais recente e ao final o emprego mais antigo.
  • Coloque QUANDO e POR QUANTO TEMPO você ficou em cada emprego.
  • Coloque qual era o seu cargo
  • Coloque qual era a sua função
  • Coloque algum tipo de contato para referência (nome, telefone e função do contato)
  • Coloque o nome da empresa e qual a atividade da mesma
  • Coloque a cidade da empresa

- Não coloque atividades, cursos e outras coisa que você fez que não tenham nada a ver com o cargo pretendido. Por exemplo, recebemos currículos (sei lá porque) de pessoas especializadas em manutenção de computadores, ou engenheiros de alimentos. Não tenho idéia do porque disso, mas nem temos como descobrir pois normalmente o candidato não justifica isso no currículo ou na carta de apresentação.

- O formato de arquivo do documento deve ser compatível com a maioria dos computadores. Use documentos do Word (.doc) ou no máximo um (.pdf) da Adobe. Não queira impressionar com arquivos de Corel ou similares. Até mesmo aqueles anexos que são link para um arquivo como os da Microsoft não são muito bem vistos, pois como você vai ter certeza que não é vírus?

- Coloque o que você quer fazer e aonde fazer na empresa. Muitas vezes as sua qualificação não tem muita coisa a ver com a vaga que você quer preencher. Então deixe clara a função que você quer exercer dentro da empresa.

- Colocar o seu currículo direto no corpo do e-mail não é uma boa opção. Muitas vezes os recrutadores querem salvar os currículos recebidos e quando fica no corpo do próprio e-mail acaba complicando essa ação, portanto, coloque o currículo em anexo.

- Aproveitando o tópico anterior, mostre um pouco de boa educação ao enviar o e-mail, não escrevendo em caixa alta {VOCÊ ESTÁ GRITANDO COM QUEM?} e pelo menos escrevendo um "Boa tarde" e mais alguma coisa, do tipo "Segue em anexo meu currículo para a vossa apreciação...". Recebemos muitos, mas muitos currículos apenas com o anexo e sequer um título no assunto do e-mail.

- Não questione o método de seleção da empresa. Muitas vezes, por mais estranho que pareça o método, pode ser uma "pegadinha". Nada é contra você ou pra te prejudicar, são apenas métodos de avaliação do candidato e muitas vezes do seu próprio comportamento diante a certas situações. Algumas empresas irritam seus entrevistados de propósito já nos primeiros contatos, ainda mais quando a vaga é pra área de vendas. Lidar com o público exige paciência e testá-la faz parte da entrevista. É vergonhoso quando um entrevistado recebe um feedback negativo e ele ainda vem questionar o método de avaliação que a empresa aplicou nos candidatos.

- Os erros ortográficos são o pior caso. Ainda mais para determinadas vagas ou quando a pessoa tem o ensino médio completo, o mínimo que deveria fazer é saber escrever sem erros. Se não tem certeza de como se escreve determinada palavra, troque-a por outra. Simples assim. E por favor, revise o currículo antes de enviar, peça para a sua mãe ler, sua irmã, a vizinha... Você pode (e vai) perder a vaga caso o entrevistador encontre um erro grave.
E aqueles erros básicos que você comete por digitar com pressa? Quantas vezes ao escrever "pedido" você já não escreveu "peido"? {rsrsrsrs} "Masi" ao invés de "mais", e assim por diante... Eu mesma encontrei uns 3 erros aqui antes de salvar esse meu texto. Na segunda revisada encontrei mais 2. Não perca seu emprego por isso.

- Um dos fatos que já me deixam certa que o currículo não vai se encaixar no perfil é quando o candidato manda o e-mail pra gente e junto mais uns 40 e-mails com cópia. Eu fecho os olhos, respiro fundo e abro. É um sinal? Não! É que já mostra desde o começo a total falta de atenção do candidato para com a empresa. É como você chegar numa roda de mulheres e perguntar qual delas quer namorar com você... Feio, né?




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quinta-feira, 2 de maio de 2013

MERCADO E CIA: QUANDO O EXCESSO DE OPÇÕES ARRUINA UMA COMPRA


Essa é uma dica para muitos empresários que estão abrindo seu negócio agora.
Claro, muitos vão ler esse texto e achar bobagem, mas daqui uns dois anos vão repensar sobre esse tema e mudar o ponto de vista.


Quando se começa um negócio, você quer agradar o cliente, fazer tudo o que ele quer, da forma que ele quer... Mas veja um exemplo bem prático do porque isso não funciona.

No começo, nós atendíamos aos clientes do atacado (lojistas) dando à eles uma gama enorme de opções de tecidos e cores. Em uma única peça, o cliente podia escolher o tecido que queria usar e a cor desse tecido. Seria legal se a nossa coleção tivesse apenas uma única peça; mas são em torno de 30 peças que o cliente tem que escolher o tecido e a cor. Dá preguiça só de pensar! Sim, perdemos algumas vendas por causa disso. Outros clientes se empolgavam que queriam fazer, por exemplo, um casaco que era originalmente numa malha fina, num moletom pesado. Aí a representante explicava que não ter o mesmo caimento e que até poderia ficar feio. Mas o cliente, muito cheio de razão queria daquele jeito. Quando chega o tal do casaco na loja, o cliente olha e não gosta (óbvioooo). O lado ruim é o nosso nome na etiqueta de um produto que não foi criado por nós, pior ainda: um produto que não gostamos.



Pense nisso em termos mais práticos. O que você prefere (mesmo que não seja a opção mais saborosa) escolher um prato num restaurante, tendo que escolher todos os ingredientes e temperos ou um prato pronto, montadinho, testado e aprovado. Claro que se o produto está pronto, é muito mais cômodo escolhê-lo, mesmo que não seja o melhor. Mas ele está lá, só esperando você comprá-lo e comê-lo. Enquanto o outro teria que ser feito desde o início, correndo ainda o risco de não ficar bom.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

MERCADO E CIA: PROFISSÃO MODELO


Muitas meninas e mulheres também (por que não?) sonham em ser modelo mas não fazem idéia do que isso seja ou como começar. O post tirado do blog Republica de Meninas explica como começar e dá algumas dicas bem legais.

Ok, você sabe os caminhos que pode seguir como modelo (fashion e comercial) e decidiu que é isso que você quer fazer da sua vida. E agora? Como começar?

A primeira coisa que você precisa é de uma agência. Modelo sem agência no começo de carreira não funciona. Depois que você for uma Gisele, daí tudo bem dispensá-la. Para isso pode ser que a oportunidade bata à sua porta, ou que você tenha que correr atrás dela. Sempre tem aquelas sortudas que são “encontradas” comendo um hambúrguer na praça de alimentação do shopping, mas se ainda não te acharam por aí é melhor ir atrás da agência.
A maneira mais tradicional de criar sua própria oportunidade é realmente ir até a agência. Cada uma delas reserva um determinado dia da semana para receber meninas que querem ser modelo. Ligue para a agência antes e verifique qual dia da semana você pode aparecer por lá.
Pronto, você está na agência. O que acontece agora? Geralmente você preenche um formulário com seus dados, altura, peso e outras perguntinhas. Algumas agências querem saber se você tem alguma cicatriz no corpo, piercing ou tatuagem. Claro que ter algum destes 3 já é algo negativo para você, mas não custa tentar mesmo assim. Além do formulário, eles vão tirar algumas fotos de você (rosto, perfil, corpo inteiro). As agências voltadas para o segmento comercial poderão pedir para você decorar um pequeno texto e mostrar sua desenvoltura diante da câmera, tipo um pequeno comercial.
Depois disso é ir pra casa e esperar. Ficar todo dia grudada perto do telefone esperando eles te ligarem…hahaha. De jeito nenhum ligue para a agência perguntando se você foi aprovada, eles entrarão em contato com você, paciência é tudo nesta hora.
Não ligaram ou entraram em contato para dizer que você não foi aceita? Relaxa, existem outras agências por ai e além do mais, depois de um tempo você pode tentar de novo nesta mesma agência. Já ouvi muitos casos de meninas que não foram aceitas em uma agência e meses depois voltaram na mesma agência e ouviram um “sim”, é super normal.
Você foi aceita? Que ótimo, meio caminho andado. Pule de alegria! Haha. Agora entramos em outro ponto. Algumas agências exigem que você faça um curso preparatório antes de começar a se aventurar nos trabalhos. Eu fiz o curso e recomendo, pois as dicas que recebemos lá são muito válidas para os futuros trabalhos.

Na minha opinião o assunto do curso rende um post bom, então vamos deixá-lo para a próxima.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

MERCADO E CIA: FAZER POR AMOR É FAZER MELHOR


Meu marido sempre me disse que eu deveria procurar por algo que me trouxesse satisfação pessoal, algo de que eu realmente gostasse e que eu não pensasse só no dinheiro. Segui o seu conselho quando fundei a Mantô com a minha sócia. Claro que demora para você ter retorno, mas quando você faz algo que gosta, o dinheiro vem. Por isso é mais do que certa a frase: "Quem ama o que faz, não trabalha."

Aí vem aquele maldito Murphy {daqueeeela lei de Murphy} e muitas vezes nos faz algumas armadilhas que nos deixa completamente para baixo. Mas diga a verdade, de repente, quando está tudo uma "M" acontece alguma coisa que nos faz levantar e ter vontade de continuar lutando, não é mesmo? Isso porque um trabalho ou uma empresa que a gente tem e que trabalha com amor, é como se fosse um filho: nunca perdemos a fé no potencial e lutamos constantemente, com todas as nossas forças para que esse filho tenha sempre o melhor e cresça cada vez mais.

Acontece que muita gente não tem paciência para esperar o negócio dar frutos. Mesmo que seja apenas um emprego e não um negócio próprio, algumas pessoas não conseguem aguardar o reconhecimento chegar. E o reconhecimento é uma das coisas mais demoradas que existem dentro do mundo dos negócios ou do próprio mercado de trabalho. Mas quando você tem amor pelo que faz, isso ajuda muito a ter paciência para esperar pelo reconhecimento e pode apostar, que mais cedo ou mais tarde ele vem.


No começo eu desanimava muito com o resultado das vendas, pois nunca era o que eu esperava, mas eu não perdia a esperança. Sabia que na próxima estação as vendas iriam melhorar. E o pior é que pioravam. A crise do algodão nos pegou logo no começo da empresa, as lojas estavam comprando cada vez menos e os preços dos tecidos aumentaram muito. O que fazer? Desistir? - Não! Mudar a estratégia. - E deu certo. Começamos a entrar no mercado de vendas online e tudo começou a melhorar, até as vendas para o atacado melhoraram, sem explicação. E olha que eu estava bem desanimada. E se a coisa começava a caminhar para o lado errado, acontecia alguma coisa logo em seguida que fazia caminhar na direção certa, como um desfile, uma proposta bacana ou mesmo novos clientes. Isso porque eu amo o que faço e quero estar sempre fazendo melhor. Quem compra nossas roupas sabe muito bem a qualidade que temos, sabe que a roupa tem um caimento maravilhoso e temos desde algo mais "fashion" até coisas mais básicas. Isso quer dizer que quem compra uma vez, compra sempre.


É muito comum {se você tem ou não tem o seu próprio negócio} atritos de ego dentro do ambiente de trabalho. Pessoas incompetentes tentando derrubar pessoas com potencial. Isso atrapalha o tal do reconhecimento pois a pessoa que está frustrada com a sua própria incompetência, ao invés de ir atrás de atualizações e novos cursos para aprimorar seus conhecimentos, fica perdendo o tempo dela tentando derrubar os outros que estão se dedicando e vestindo a camisa da empresa. Aí, além de se preocupar com o seu próprio trabalho, você tem que se preocupar com essas "malas" tentando atrapalhar você. São 2 esforços simultâneos que acabam muitas vezes tirando completamente nosso ânimo, pois compromete o rendimento; que obviamente cai. Isso gera uma bola de neve e se não tomarmos cuidado podemos acabar perdendo o emprego por conta disso. É sério minha gente! Atritos no trabalho podem gerar esse tipo de situação. Quer um exemplo?


Imagine você trabalhando no que mais ama. Está com um salário bacana, mas ainda não é o que quer, embora possa ter oportunidade de fazer carreira na empresa, mas você acabou de entrar, então sabe que vai demorar um pouco. Uns 6 meses se passaram e você ainda está se dedicando 100% a empresa, mas entrou um colega que é sobrinho do seu chefe que além de conseguir de imediato um cargo melhor que o seu, o mocinho nem é formado e está de olho em você, pois está vendo que o seu trabalho é bom. Adivinha? Ele resolve ficar no seu pé e te atrapalhar, fazer fofoca, intriga... Mas na sua frente {e na frente do "titio"} ele é muito querido e carismático. Você comenta com seus colegas que o sujeito não presta, mas alguns pensam que você está com ciúmes e outros pensam que não pode ser verdade, pois o rapaz é tão bacana e engraçado...
Só você enxerga o quão FDP ele é e não pode fazer nada a respeito, inclusive ele roubou uma idéia sua e entregou para o seu chefe como se fosse dele.
Fala sério! Isso desanima qualquer ser humano. O que fazer nessa situação? Não sei, não queria estar na sua pele! Eu acho que eu iria falar e abrir o jogo com o chefe e se nada mudasse iria pedir a conta. Mas nem todo mundo consegue trabalhar com esse tipo de honestidade, pois excesso de honestidade tem consequências que nem sempre são positivas.
Se no caso do exemplo você pedisse a conta, pode ter certeza que vai conseguir um novo emprego logo, pois se estiver trabalhando no que gosta, alguém vai notar isso apenas pelo seu olhar e provavelmente irá te dar uma bela oportunidade. Pode demorar? Claro que pode. E pode ter certeza que vai haver outro "fulaninho" no seu pé novamente. Então, leve para o outro lado: Isso só vai te fazer crescer como profissional e ser humano, portanto, aprenda a lidar com as dificuldades deste ou de qualquer outro mercado de trabalho. Mas isso vai ser pauta para o próximo post sobre mercado de trabalho. Enquanto isso relaxa e vai fazer umas comprinhas, pois ainda preciso ficar ryca! Nossa loja: www.mantostore.com (com frete grátis e desconto) e também www.elo7.com.br/manto (com desconto no frete e desconto)


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DO CONCEITO AO COMERCIAL


"Na temporada internacional do verão 2013, o duo sonho e vida real teve um equilíbrio perfeito. As grandes maisons de Nova York, Londres, Milão e Paris, impulsionadas pela crise europeia e pelas necessidades do mercado, se renderam ao que muitos tacham de "moda comercial". Quer saber? Acho ótimo. É bom ter na passarela o suprassumo da imaginação, que arranca "ohs" surpresos e deslumbrados, em looks que despertam o impulso imediato do "eu quero". É bom ver que a moda com M maiúsculo, que sai das mãos dos top criadores, está mais usável e possível, sem perder qualidade, poder de sedução, beleza e brilho. Isso é competência!"

Lenita Assef
Diretora da Elle Brasil


Muita gente não entende o que se passa nas passarelas européias. Um excesso de cores, texturas e elementos exagerados que os grandes estilistas usam, parecem um absurdo aos olhos leigos. Pois estes exageros são as tendências que eles estão ditando. Você não precisa comprar uma roupa que parece um pinheirinho de Natal ou que fique parecendo com um pássaro selvagem roxo maluco. É apenas uma "dica" que eles querem passar (ou ditar) do que estará em "alta" na próxima estação. Ou seja, o roxo (no caso do pássaro selvagem) vai ser a cor do momento, em harmonia com alguns elementos feitos em penas (onde você pode encontrar em acessórios, como brincos, bolsas, etc.). É tudo subentendido, quase que uma mensagem subliminar. Mas muitas grifes comercializam algumas loucurinhas dessas, como por exemplo o finado e brilhante Alexander McQueen.






Pode ser, por exemplo, que alguma outra grife compre o direito de usar a estampa no sapato acima para aplicar em um lenço. Aí você começa entender o que significa a expressão "ditar a moda".

Claro que ele tinha peças extremamente comerciais, mas ele vendia coisas como essas, das fotos acima que são um tanto quanto... exóticas. E quem é fã incondicional do McQueen? Lady Gaga, é claro! 
Ele dizia: “Meus desfiles eram provocantes por uma razão: a necessidade de se fazer notar. Eu não preciso mais fazer isso, mas ainda acredito que tenho os meus 20 minutos para chamar a atenção das pessoas. Você pode não gostar do que faço, mas ao menos o que faço leva você a pensar.” Pensar: um dos propósitos de uma obra de arte é fazer o expectador pensar, moda é assim também.

Tudo começa com uma idéia, um tema, uma estampa ou tipo de tecido, a partir disso criam-se ramificações que evoluem para a coleção completa. Quando falamos de conceito, não estamos restringindo apenas a roupa, o conceito está na maquiagem, no cabelo que foi escolhido a dedo para o desfile ou campanha, nos acessórios, e principalmente na linguagem visual/consumidor final, ou seja, como tudo isso vai ser transmitido ao público no pós-desfile, porque é ai que pesa o lado comercial, onde o conceito será vendido, seja ele através de publicações em revistas, vídeos, que quase podemos chamar de filmes, pelas produções complexas e de longa duração (são muito comuns hoje em dia), layout das lojas, geralmente adaptado ao conceito e o próprio site da marca que muda em função disso. Além disso, a valorização da coleção bem como do desfile dá uma projeção não só ao designer, mas às modelos, maquiadores, cabeleireiros, fotógrafos, diretores de arte, enfim, a toda equipe envolvida na apresentação da marca.

Na década de 60, essa forma de expressão espalhou-se pelo mundo inteiro e resultou em vários movimentos artísticos e muito tem influenciado a arte contemporânea. Entretanto, desde Marcel Duchamp (pintor francês, 1887 – 1968), no início do século passado, podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito.
A escola de arquitetura, design e artes plasticas alemã Bauhaus (1919) combatia a arte pela arte e estimulava a livre criação afim de ressaltar a personalidade do homem. Foi sem dúvida uma grande responsável pelo desenvolvimento dessa forma de arte.


Alguns estilistas brasileiros realizam desfiles conceituais. Em especial, o desfile de Jum Nakao em junho de 2004, entrou para história da moda brasileira. Em um dos mais emocionantes desfiles conceituais de nossa história, roupas extremamente trabalhadas e feitas em papel vegetal foram destruídas em plena passarela, ao final do desfile . O estilista questiona os valores da sociedade capitalista demonstrando o caráter absolutamente descartável da roupa.






Mas o conceito também pode ser demonstrado de uma forma mais comercial, através de temas, onde o designer evidencia a roupa e não a idéia. Ainda assim, ele pode expor a idéia em um catálogo ou outdoor conceituando dessa forma a sua coleção e causando curiosidade nas pessoas.

E ultimamente o que temos visto é este tipo de conceito comercial, pois as pessoas ou não entendem e não geram audiência para este tipo de evento ou simplesmente não querem perder tempo com isso, pois hoje tudo é muito mais prático e objetivo. O conceito deve estar intrínseco na roupa, sem que se sobressaia e acabe tornando a roupa uma espécie de fantasia, onde é apenas usada nos desfiles ou por pessoas extravagantes.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

MERCADO E CIA: ÉTICA NA INTERNET


É interessante ver e acompanhar a evolução do mundo digital. Sem revelar idades, eu sou da era em que o computador era coisa exclusiva pra quem programava. Usuário final, como nós hoje em dia era muito raro ter um computador em casa.
Então, a internet pegou com força total no Brasil, na década de 90. Adorei a história de poder enviar e-mails e me corresponder com pessoas por todo o mundo. E a coisa foi crescendo...



Mas algumas coisas estão regredindo, uma delas é a educação e a ética na hora de escrever um e-mail. Nós recebemos vários e-mails todos os dias com pessoas que não sabem dizer um "bom dia" e já  começam o e-mail já pedindo "oi, eu tenho um blog de moda e queria fazer uma parceria com vocês". Oi? Qual blog? Quem é você e que tipo de parceria você está me propondo? Qual vantagem eu terei em fazer uma parceria com você? Boa tarde pra você também, querida, assinado "eu", com sobrenome, e meus meios de contato. Aonde está o profissionalismo destas "pessoas"? Não é só blogueira não. Existem algumas blogueiras que são extremamente profissionais. Estou falando de gente pedindo emprego, querendo participar dos nossos eventos e concursos ou simplesmente gente que quer dar apenas um "oi". 

Recebemos também muitos pedidos de emprego com o texto inteiro em caixa alta. POR QUE VOCÊ ESTÁ GRITANDO COMIGO? O QUE EU TE FIZ? Pessoas com curso superior, cultas, que querem uma oportunidade e não conseguem escrever um e-mail. Algumas contam tragédias da vida pessoal {tragédia mesmo, tipo falecimento de parentes em massa} e acha que por ela ser tão "coitada" alguém vai dar emprego por pena. Isso não acontece, pelo contrário, quanto mais você expõe a sua vida pessoal, menos interesse o entrevistador vai ter e só vai ter a certeza que não deve te contratar porque você tem problemas demais. E problemas demais na vida pessoal refletem sempre em problemas no trabalho.
Enfim, eu respiro profundo e respondo o e-mail da pessoa... Explico pra ela que eu preciso saber mais informações sobre ela e suas pretensões no cargo que gostaria de ocupar na empresa e que essas informações devem ser encaminhadas para tal pessoa, do departamento tal, no e-mail xyz. Legal, trabalho feito, né? NÃO, a pessoa responde novamente para mim, no mesmo e-mail com 1/3 das informações que eu solicitei. Será que ela não leu o que eu escrevi? Se ela não é capaz de ler o que eu levei mais de meia hora pra escrever, com certeza não vou querer contratar uma pessoa que não cumpre com o que lhe é solicitado. Isso é bem lógico, não? 


E não são poucas pessoas que não lêem as informações que estão em sua frente, gritando, piscando... É muita gente. No Projeto Novos Talentos havia um documento com todas as informações sobre o projeto, disponível para download em nosso site. Nosso departamento de marketing levou mais de 2 semanas para montar o tal do documento. 2 semanas! Muita gente escrevia pra gente perguntando exatamente o que estava no documento (isso na primeira edição). Já na segunda edição, deixamos bem claro que não iríamos responder à perguntas cujas respostas estavam neste documento. O resultado? Recebemos novamente várias perguntas cujas respostas estavam no documento. Por que isso? As pessoas estão acostumadas a ter todas as informações na mão de maneira muito fácil e não são mais capazes de buscar informações por si só. Têm preguiça de ler, interpretar e acabam passando por "burras". É sim, desculpem a palavra, mas é o que parece mesmo. Se você leu este texto até aqui pode-se considerar uma "elite" entre as demais pessoas, pois aos olhos gerais, este texto já parece muito grande (mais de 140 caracteres é muita coisa, né? hehehe) e dá preguiça só de pensar em lê-lo até o final. Se você não colocar uns palavrões e muita coisa interessante, ele não vai ser lido. Quem dirá um texto técnico, com algumas regras como o texto do nosso Projeto.


Outra questão é a ética que tem-se discutido muito ultimamente. Um exemplo é a divulgação de produtos de terceiros (publicidade). Muitos blogs têm divulgado produtos que não tem como dar credibilidade para o que está sendo divulgado. Mas é daí? A blogueira ganhou bastante dinheiro pra fazer isso ou encheu o seu armário com roupas e produtos de beleza.
A questão é que credibilidade é a mesma coisa que confiança. Quando você perde a confiança em alguém, dificilmente vai tornar a confiar na pessoa. E isso é uma questão de ética, pois existem pessoas tão desesperadas para ganhar dinheiro que esquecem dela; e isso acaba sujando seu próprio nome e você perde a credibilidade. Para pessoas de opinião pública como as blogueiras {e até mesmo eu} é muito importante manter sua reputação pois somos formadores de opinião e muitas pessoas confiam e se inspiram no que falamos. Por isso é tão importante não se vender por tão pouco {por mais gordo que o dinheiro pareça a primeira instância}.


Vou explicar melhor: Meu marido sempre me disse que eu deveria procurar por algo que me trouxesse satisfação pessoal, algo de que eu realmente gostasse e que eu não pesasse só no dinheiro que meu negócio iria me trazer. Segui o seu conselho quando fundei a Mantô com a minha sócia. Muitas vezes demora muito para você ter retorno, mas quando você faz algo que gosta o dinheiro vem {e isso também é pauta para o próximo post da seção "Mercado e Cia"}. Opa, peraí, mas o que isso tem a ver com ética? Quando você faz o que gosta, você busca ser o mais ético possível, utilizando as ferramentas que estão disponíveis a seu favor, não em sua vantagem. Quantas fraudes são desmascaradas na internet todos os dias? E-mails que recebemos com propostas irrecusáveis, promoções, cobranças de órgãos públicos, alterações cadastrais do seu banco, etc.? E quantas vezes você já não foi enrolado por um desses mau caráter? 
A internet é cheia de oportunidades e armadilhas, temos que tomar muito cuidado ao lidar com ela, desde os e-mails que enviamos - que podem nos transformar em pessoas que não somos apenas por descuido de ESCREVER DESTA FORMA - até cair em armadilhas de hackers e acabar perdendo informações de uma vida toda.
E o que fazer? Muitas vezes você pode perder uma boa oportunidade em sua carreira por medo de estar caindo em um golpe.  Triste, né? Mas é muito difícil você distinguir sem muita pesquisa o que é uma oportunidade e o que pode ser uma roubada.